Parte I
Quando o Verão era quente e o Outono outonal, ainda se conseguia perceber a diferença. Agora não; agora as estações têm títulos estrangeiros – o Verão é a “silly season”, o Outono a “rentrée”. Mudaram os tempos e até as temperaturas, mas não as vontades – o disparate institucionalizado, essa liberdade poética que era apanágio particular do Verão, prolonga-se agora pela “rentrée” adentro (passe o pleonasmo). O que vem novamente confundir todos os paradigmas.
(continua)
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