sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Poesia incompleta

Eu não sei o que é poesia, mas pode ser que nesta nova livraria descubra. Espero que a Poesia Incompleta, "a primeira livraria de poesia", situada entre o Príncipe Real e a Praça das Flores, dure mais do que a Byblos, a megalivraria lisboeta das Amoreiras que fechou as suas portas esta semana.

Em Portugal nós gostamos é daquelas coisas pequeninas, que não incomodam ninguém. Dizemos que é tudo muito portátil e muito giro, mas depois mandamos vir da Amazon. As coisas grandes são homúnculos ou moinhos de vento, é para destruir ou lançar petições. Quem vende livros só pode ser por amor, só pode ser poesia?

5 comentários:

Margarida Pereira disse...

Mas eles não sabem do que sucedeu à Poetria e à Garfos e Letras, aqui no Porto?
Não digo mais nada...
Best of luck, though!

Miguel Somsen disse...

A Garfos e Letras fechou? Costumava lá ir no Natal...

Margarida Pereira disse...

No more, dude...
Eu pass(e)ava (por) lá muitas horas de almoço.
Depois, a Lello; bom essa ainda vai respirando.
E nós com ela.

Anónimo disse...

mas a byblos vendia livros?

Anónimo disse...

Nunca foi à ByBlos, não me apetecia... e depois confirmava...

e depois fechou e confirmei...

apeteceu-me ir à Poesia Incompleta, porque incompleta, vi e adorei, e comprei, aliás fui mesmo para comprar, o que não acontece no momento com qualquer outra livraria. Vou apenas para ver, e pouco ou quase nada interessa...

A Poesia Incompleta nasceu de uma paixão funda, tem outra origem e que radica na paixão pela palavra justa (?), pela língua escrita e dita, pela significação e pelo sentido... Sobreviverá, por certo, porque ´movida`a paixão...

(nota: apenas conheci o gestor quando lá fui, e gostei dos livros de Poesia, da Livraria, da Poesia Incompleta, e ... do Autor. tenho dito!)