sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Derby do dia: Herman José vs Fátima Campos Ferreira


A notícia é do Diário de Notícias de ontem e refere que Fátima Campos Ferreira, jornalista da RTP e professora universitária em Lisboa, disse a alguns dos seus alunos que o "Herman José já não tem credibilidade como comunicador" de outrora. Alguma boutade?

Mas uma das alunas presentes, conhecida de Herman José, mandou-lhe um sms com essa preciosa informação e, passados uns dias, o comediante decidiu enxovalhar a sua ex-colega num dos programas da Roda da Sorte, na SIC. "Limitei-me a reagir com cáustica ironia", referiu o antigo comediante ("antigo" é uma liberdade do autor deste texto).

Herman diz que Fátima Campos Ferreira tem "dor de cotovelo" por estar a apresentar um programa, o Prós e Contras, onde "toda a gente adormece". Uma cáustica ironia ao nível do antigo comediante ("comediante" é uma liberdade do autor deste texto).

No meio desta parábola de grandes comunicadores, só falta saber que título dar à simpática aluna que denunciou este delito de opinião. Como é que se escreve "queixinhas" em linguagem para sms?

6 comentários:

Happinêss disse...

Não se é "antigo comediante", nem muito menos "ex-comediante".
O Herman é o Pai desta gente toda. Devemos-lhe 30 anos de riso, de reboladas no chão a rir, de imitações em casa, na escola e no trabalho. Passo a vida a encontrar tiques nos "novos comediantes" que eram do Herman, os mesmos trocadilhos, as mesmas "chalaças".

Qual é o problemas? Falta de condescendência. Acham que é possível estar mais de 30 anos na ribalta? Pois o Herman conseguiu. Só que ao fim de um tempo, é preciso reinventar, é preciso diversificar a oferta e lá apareceram um conjunto de tipos fabulosos (os gato, contemporâneos, jose de pina, ...) e o Herman começou a ter boa concorrência. Vejo isso como um fenómeno natural. E custa-me ler, porque acho acho caústico, expressões como "antigo comediante".

Já me ri mais com o Herman do que rio hoje, é verdade. Mas sempre, sempre, que oiço a voz do Herman, sinto um quentinho dentro da alma e imediatamente esboço um sorriso e penso "O que virá daqui agora?", ainda que por vezes não venha nada de extraordinário.

Gosto de pensar que o Herman ainda por cá anda e quero muito que volte com um programa bom, de colocar todos os fedelhos no berço outra vez.

Rodrigo Bento disse...

Bravo happinêss e coitado de ti "bloguista" que pelos vistos nao te lembras de tudo o que o autor deste comentario afirmou , é natural nesta altura surgirem estas criticas...parabens boa oportunidade...MAS ERA PARA ESTARES CALADO|A! ENFIM burrice à parte vê lá se começas a ser mais inteligente e a perceber quem sao as pessoas que mesmo com uma carreira grande e que provocam tantas invejas estam certas....tambem maria callas teve a sua Renata Tebaldi mas a diva é sempre a diva elas passam sobem e as vozes vao ficando...ficando....ficando!não passam disso....simples vozes!

Mª João Nogueira disse...

Acerca da última pergunta do post....que título dar à aluna que fez chegar ao Herman as afirmações da "professora", queixinhas poderá ser uma, eu prefiro "amiga".


Se alguém disser mal de um amigo meu, eu faço o mesmo. Chamem-me queixinhas, mas eu sou uma amiga leal.

Jose Magalhaes disse...

Isso mesmo maria joao! tambem eu! quem é amigo faz isso! se a pessoa é realmente amiga acham que ia fazer o que??? ouvir e rir se e nao fazer nada?? curem se!

FV disse...

"queixinhas" em liguagem SMS dever-se-á escrever, ou neste caso "teklar", com a seguinte forma ortográfica:

. keyxinhas

ou

. bufa


Todos juntos pelo AKORDO ORTOGRAFIKU de 2018!!

Francisco M disse...

A criticas a Herman so me dá para responder o seguinte:(visto achar que muito doq ue se diz sobre ele vai para lá de nao gostar artisticamente)

Em 1988, depois de ver censurado o seu Humor de Perdição, ele optou pela via facil (sem no entanto perder a coluna - lembro que o MP ofereceu-lhe o arquivamento da acusaçao Casa Pia a troco de 10 000 Euros, que ele recusou liminarmente - quem não deve não teme). Mas optou nitidamente pela via fácil. E hoje, à sombra do seu Ferretti 680 de 2.2 milhões de Euros (cais O da marina de Vilamoura), dos seus 600 mq no edificio Vilamarina, dos seus 2 apartamentos na Heron Castilho, dos seus 6 hectares em Azeitão, do seu T4 na 55ª em NYC, e do seu teatro Tivoli (6 milhões de Euros de investimento), está-se a borrifar para o publico. Vomita as piadas que entende, a tinta para o cabelo que muito bem lhe aptece, os cintos “Poison Angel” que traz do Harvey Nichols, e ainda se dá ao luxo de inventar uma amiga supostamente colorida para as fotos (Rolanda Costa) que é hospedeira do avião privado Netjets (Gulfstream GV) que utiiza para as suas deslocações mensais. Pessoalmente já lhe perdi o respeito artistico, mas não deixo de me espantar com a sua capacidade de sobreviver, de irritar, de provocar. Até os seus 700 000 espectadores da Roda, (o Preço e os Morangos têm 900 000) estão bem longe dos 400 000 que a SIC tinha nesse horário antes da sua estreia. Ainda não é desta que temos a alegria de ir ao seu enterro. Pode ser que espete o seu Z8 de 400 cavalos contra um camião TIR para ver se a gente descansa em paz.