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Acabo de saber: o treinador brasileiro Casemiro Mior foi despedido do Belenenses. Fico estupefacto. Realmente os resultados das primeiras cinco jornadas não são famosos: três derrotas e dois empates. O Belém está em ante-penúltimo lugar, mas ainda tempo de dar a volta por cima.
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Não é excesso de optimismo da minha parte mas noção da responsabilidade política e empresarial que é seguir um projecto que foi iniciado, ou destruído, desde a saída do treinador Jorge Jesus para o Braga. A partir de agora, e o agora é tão cedo, a missão do futuro treinador do Belenenses vai ser apenas corrigir uma época que começou torta. Isto é coisa que se faça assim tão cedo?
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O maior problema é que Casemiro Mior fez uma revolução demasiado arriscada no Belenenses, cujo plantel, salvo erro, tem 15 jogadores brasileiros. Com a saída intempestiva de Mior, o que resta àquela gente? Quem vai comunicar agora com uma equipa que foi estruturada por um brasileiro com uma série de desconhecidos contratados do outro lado do Atlântico? Para o melhor e para o pior, Mior devia ter ficado: ele foi contratado para trabalhar, não para ver um trabalho interrompido por quem procura milagres instantâneos.
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