terça-feira, 14 de outubro de 2008

O meu acordo hortográfico

Palavra do dia: "Bananalidades".
Trivialidade proferidas por bananas.

Job for the Boys (and Girls)


És criativo(a)?
Sabes escrever(e)? E descrever?
Queres trabalhar em (na) (dentro da) televisã(o)?
Manda currículo(a) e contact(a)o para aqui.
Isto é a sério.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

R.I.P. Guillaume Depardieu (1971-2008)


Acabei de saber: o actor Guillaume Depardieu, filho de Gerard Depardieu, morreu com 37 anos de idade, vítima de uma pneumonia contraída durante as filmagens de L'Enfance d'Icare (2009), na Roménia.

Final inglório para um dos rebeldes menos afortunados do cinema francês recente: já em 2003, Guillaume viu ser-lhe amputada a perna esquerda depois de um acidente de motorizada ocorrido... oito anos antes. Para que conste, era mais bonito que o pai.

Em L'Enfance d'Icare, contracenava com Alysson Paradis, a irmã de Vanessa. Mais um filme que, a ser finalizado, se poderá tornar num objecto de culto.

Feira Popular: Amy Winehouse


A notícia é fidedigna" do jornal Blitz, rapinada ao News Of The World (sensacionalista), e confirma que Amy Winehouse gosta da cocaína com açúcar, por isso decidiu comprar uma máquina de algodão doce para fazer melhor as misturas. Mesmo que não seja verdade, é uma informação demasiado boa para ser mentira. Winehouse inventa formas doces para se finar.

Must See TV: Mad Men


"Comer ostras é como comer uma sereia", diz o protagonista de Mad Men, Donald Draper (Jon Hamm), ao seu colega e inevitável rival de estimação Roger Sterling (John Slatterty), durante uma cena à mesa, no sétimo episódio da primeira temporada da série (vencedora dos últimos Emmys). Apesar de retratar a rotina diária duma agência de publicidade nova iorquina dos anos 50 (os mad men são de Madison Avenue), Mad Men não é uma série de frases feitas. Bem pelo contrário: as suas melhores deixas são, digamos, suspiradas. Como se escrevia há dez anos: é must see TV.

A Verdade (da mentira) Desportiva


Um dia depois do Suécia x Portugal, onde alegadamente terá ficado por marcar um penalty contra os da casa, o jornalista Rui Santos decide publicitar na SIC Notícias uma petição da sua autoria em prol da "verdade desportiva". Qual a ideia? Permitir que o infalível circuito vídeo possa rectificar algumas das decisões mais polémicas e delicadas dos árbitros de futebol. Ou seja, o Big Brother adaptado ao desporto.

Como se sabe, a discussão sobre a "verdade desportiva" só costuma vir à tona nos fins de semana em que não haja jogos para o campeonato da I Liga. Basta algum dos clubes grandes começar a ser beneficiado (como sempre é) em detrimento dos outros 13 clubes da I Liga, e a conversa perde referência.

Pessoalmente, e por ser adepto de um clube pequeno (o Belenenses), abandonei há muito o idealismo vigente: não sou a favor da ideia mundana de que "o árbitro é humano e também pode errar", mas tenho a certeza que bastaria a criação de uma "entidade vídeo reguladora" para tudo ser entregue ao escrutínio do canal do Benfica.

Além disso, se for uma máquina a dizer-nos ao final de domingo quais dos três grandes foram beneficiados na jornada de fim de semana, não estou a ver qual possa ser o tema de conversa dos portugueses à 2ª feira de manhã. Incluíndo a conversa fiada de Rui Santos.


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O casamento homossexual


Mais uma vez a discussão sobre o casamento entre homossexuais em Portugal foi atirada para as calendas. Não sendo, como a imprensa indica, para a próxima legislatura, será para o próximo governo? Estaremos a pagar o preço de um país que apenas há um ano legislou sobre a interrupção voluntária da gravidez? Como desculpa esfarrapada, serve perfeitamente.

A realidade no entanto é outra: um país tacanho precisa de uma política corajosa que sobressaia e, neste momento, tirando o Bloco de Esquerda e os Gato Fedorento, não existe uma "política corajosa" em lado algum. Afinal, isto acontece na mesma semana em que Portugal reconhece "corajosamente" a independência do Kosovo mas, para não ferir susceptibilidades, diz à Sérvia que também gosta muito dela. Que resta, sugerir Karadjic para Nobel da Paz 2009?

Se perguntarmos aos portugueses se eles são a favor ou contra os casamentos homossexuais, 9 em cada dez (heterossexuais portugueses) responderão "contra" (apesar de todos eles afirmarem ter "imensos amigos gays"; que ideia estapafúrdia é esta de que todos os gays têm de ser porreiros?). Se, por outro lado, perguntarmos aos portugueses se a vida deles será alterada pelo facto de agora os homossexuais poderem casar, dez em cada dez encolherá os ombros antes de perguntar a que horas dá o jogo do Benfica.

Nada na vida dos heterossexuais portugueses será alterada por uma legislação que permita aos homossexuais casar-se. Mas, infelizmente, para os homossexuais, essa legalidade é absolutamente condicionante. Ora, enquanto a maioria dos legisladores continuar a discutir uma questão civil como um direito de minorias, nunca os homossexuais deixarão de ser tratados como minorias. E sendo assim nunca este tema deixará de ser... menor. E mesmo assim maior que o país que o legisla.

Cara ou Coroa?

Todas as semanas, antes de iniciar estas crónicas [no METRO], atiro uma moeda ao ar. Se a moeda der cara, escrevo um texto elogioso e ditirâmbico sobre algo. Se a moeda der a outra face, desanco em alguém ou no Benfica. Portanto, quando a moeda sai cara, tenho de inventar um tema mais condescendente. Tipo o novo disco dos Keane, já ouviram? É muito bom.

Cada vez que sai coroa, só preciso de me lembrar do que António Costa anda a fazer por Lisboa. Muitas vezes, não preciso de moeda, basta-me ler os jornais e revirar os olhos. A perplexidade desta semana? A cedência comercial da Avenida da Liberdade à Renault para exercícios de Fórmula 1, previstos para o último fim de semana de Outubro.

Imagino as negociações entre os autarcas e o responsável da marca francesa:
- Então quer fazer uma corridita na Avenida da Liberdade?
- Oui, é muito parecida com os champs elisées.
- Mas em vez de alta cilindrada não podiam fazer com dois cavalos?
- Pardon? 2CV é Citröen...
- E você é?...
- Renault.
- Eu sei, pá, ‘tava a reinar!
- Excusez-moi. Ah ah ah (ouvem-se gargalhadas em francês e português).
- Caro amigo, tenho de passar este dossier ao chefe. Mas por mim, tudo bem. Quanto é que está disposto a pagar?
- Não é preço tabelado?
- É e não é. Tente saber quanto é que a Skoda pagou para alugar a Praça das Flores durante 20 dias e faça as contas. Vou dar-lhe o telemóvel do Sá Fernandes e trata tudo com ele. Mas prometa-me uma coisa: depois da corrida, vai deixar-me a avenida num brinquinho, não vai?

Não acredito que a jóia da coroa desta cidade, a Avenida da Liberdade, alguma vez possa voltar a ser um “brinco”. O ruído, a poluição, as esplanadas, a indigência, os sem-abrigo, os socalcos do alcatrão, os prédios devolutos, o pulmão intoxicado, o São Jorge e os planos urbanísticos do Parque Mayer. Isto é Lisboa ou Dresden depois do bombardeamento?


António Costa não é culpado por tudo, mas pôs-se a jeito e agora parece estar à venda. A sorte dele é que o PSD planeia contra-atacar com Santana Lopes para as autárquicas de 2009. Ora, voltar a chamar Santana Lopes para Lisboa é como convidar Nero para o município de Roma e oferecer-lhe um lança-chamas. Realmente, para incendiar Lisboa prefiro António Costa. Há algo de poético no modo como ele sorri perante o enxovalho público, o delírio moral e o fim da honra.

(Crónica do METRO de 10 de Outubro de 2008)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mal Nascida: estreia hoje o novo filme de João Canijo


Com uma filmografia de títulos como Sapatos Pretos, Filha da Mãe, Ganhar a Vida, Noite Escura ou, agora, Mal Nascida, não se pode dizer que João Canijo seja propriamente um optimista. Mas se o fosse, talvez os seus filmes perdessem metade do charme, da verdade e da acutilância que têm.

Pessoalmente, Canijo é dos meus realizadores portugueses favoritos - e dos poucos a quem se pode dizer, com toda a propriedade, que é um cineasta. Digo sempre isto relativo aos poucos técnicos que sabem como filmar aquilo que decidiram anteriormente escrever. Outros? António Ferreira, Mário Barroso, Marco Martins ou Tiago Guedes e Frederico Serra.

Parece sempre que, mesmo antes de escrever, já Canijo começou a filmar. Trata-se de um realizador de detalhe e meticulosidade, de sombras e silhuetas. Ele filma como em hipertexto: nem sempre o mais interessante é aquilo que passa no primeiro plano.

Mal Nascida chega, de certa forma, tarde demais às salas. O filme está há mais de um ano em pousio, depois de um desentendimento entre Canijo e o produtor Paulo Branco. No final de 2007, cruzei-me com o realizador num Alfa Pendular de Porto para Lisboa, e fiquei a saber da deselegância toda em primeira mão. Um vis-avis demasiado sórdido para ser descrito por palavras e por interposta pessoa. Quem distribui agora o filme é Costa do Castelo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

God Save McQueen!

Quando a crise do subprime chegar ao Reino Unido, todos vão ter de fazer um esforço extra para garantir o estatuto intocável da monarquia. Mesmo a rainha...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Moda Lisboa | Estoril: "Reflashion"


Só faltam dois dias para o início da 31ª edição da Moda Lisboa Estoril, na Cidadela de Cascais. Tudo em http://dailymodalisboa.blogspot.com/.

Mas a notícia do dia, revelada hoje pelo jornal Público, é sobre o possível regresso da entourage de Eduarda Abbondanza a Lisboa, em 2010. Uma vez que eu estou, como se costuma dizer, demasiado "engajado" com a Moda Lisboa para me pronunciar sobre o assunto, deixo para os outros blogues as melhores blagues sobre o assunto.

Não queria contudo deixar de assinalar que a parceria financeira, logística e intelectual da Câmara de Cascais e do Casino Estoril permitiu à Moda Lisboa fazer tudo aquilo que, por minudências e burocracia, a Câmara de Lisboa não permitia fazer. Por isso, se é para acontecer o regresso da Moda a Lisboa, que seja através de argumentos sólidos e propostas concretas. Castelos no ar, jamais!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Belenenses: para o Mior e para o pior


Acabo de saber: o treinador brasileiro Casemiro Mior foi despedido do Belenenses. Fico estupefacto. Realmente os resultados das primeiras cinco jornadas não são famosos: três derrotas e dois empates. O Belém está em ante-penúltimo lugar, mas ainda tempo de dar a volta por cima.


Não é excesso de optimismo da minha parte mas noção da responsabilidade política e empresarial que é seguir um projecto que foi iniciado, ou destruído, desde a saída do treinador Jorge Jesus para o Braga. A partir de agora, e o agora é tão cedo, a missão do futuro treinador do Belenenses vai ser apenas corrigir uma época que começou torta. Isto é coisa que se faça assim tão cedo?


O maior problema é que Casemiro Mior fez uma revolução demasiado arriscada no Belenenses, cujo plantel, salvo erro, tem 15 jogadores brasileiros. Com a saída intempestiva de Mior, o que resta àquela gente? Quem vai comunicar agora com uma equipa que foi estruturada por um brasileiro com uma série de desconhecidos contratados do outro lado do Atlântico? Para o melhor e para o pior, Mior devia ter ficado: ele foi contratado para trabalhar, não para ver um trabalho interrompido por quem procura milagres instantâneos.

Olhos nos Olhos: está a chegar a mãe de todas as novelas!


A qualidade de som e vídeo não faz justiça ao original, mas não queria deixar de colocar aqui o link do You Tube para o trailer de dez minutos executado pela equipa de auto-promoções da TVI da nova novela de Rui "Tempo de Viver e Ninguém Como Tu" Vilhena, Olhos nos Olhos.

A destacar nas storylines: o bandido Paulo Pires a fazer pelo menos quatro papéis com pronúncias diferentes (e mais alguns surgirão). Pedro Granger como homossexual assumido (e por isso abandonado pela família). Marco Delgado fechado no seu apartamento (com uma doença que o impede de apanhar luz). São José Correia como psiquiatra de trazer-por-casa (incluíndo piscina). E o drama central de uma poderosa família de empresários judeus em Portugal - os Viana Levi - à beira da falência. Extra: o regresso de Patrícia Tavares à TVI e a estreia de Ana Moreira e Marisa Cruz em novelas.

O trailer abre e fecha com música de Trevor Jones para a banda sonora de Último dos Moicanos. Brandi Carlile pinta o dilema gay de Pedro Granger, os instrumentais de Michael Brook e Kronos Quartet empurram o drama para a frente, e o tema Mais que Uma Vez de João Pedro Pais embeleza a montagem do elenco.

A novela estreia amanhã à noite, terça feira, na TVI.

Dar a outra face


A Outra Face da Lua, boutique vintage chic na Rua da Assunção, na baixa lisboeta, está a saldar. Tudo ao preço da chuva, incluíndo, penso eu, gabardinas e barris de petróleo. A Carla Belchior e João Galiza dizem que "também têm babydolls da Victoria's Secret". Não sei o que quer dizer, mas parece-me aliciante. Vale tudo menos tirar olhos.


Zé Carlos: diz que é uma sub-espécie de Gato Fedorento

Não foi muito bom nem foi muito mau, foi absolutamente indiferente – e isso é muito pior. O arranque (Domingo na SIC, antes da hora prevista) da nova série dos Gato Fedorento, Zé Carlos, não aqueceu nem arrefeceu.

As audiências, que são sempre aquilo que quiserem fazer delas, deram-lhes 27.3 de share total. Ou seja, dos cem por cento que estariam a ver TV àquela hora, apenas uma-pessoa-ponto-qualquer-coisa-em-quatro estaria a ver os “gatos”. Do outro lado, a TVI transmitia o último episódio da novela Fascínios, e nem o facto de os “gatos” terem feito uma rábula (fraquíssima, diga-se) com a novela em questão serviu para animar a noite.

Talvez o target dos Gato Fedorento não seja o público de novelas. Eu acho que inesperadamente, e por mérito próprio, todos os públicos de televisão são potencialmente público dos “gatos”. Se a SIC vai cobrar aos “gatos” por isso, pelo facto de os números poderem não corresponder, é outra questão.

O que também é outra questão é o facto de, para além dos números, os gatos poderem não corresponder às expectativas de humor que propõem (um humor highbrow mas achincalhado). Domingo, visivelmente, não corresponderam. O esquema-base: Ricardo Araújo Pereira faz de pivot em estúdio, convidando semanalmente três ilustres personagens: Zé Diogo Quintela, Tiago Dores, Miguel Góis. Vai ser sempre assim? É realmente muito engraçado. E depois o que se passa? Conversa sobre os temas do dia, com rábulas metidas pelo meio, do princípio ao fim. O Magalhães, o Sócrates, o Hugo Chávez, a República, os homossexuais… e o próprio Ricardo Araújo Pereira (repescado exemplarmente de um Donos da Bola de há 15 anos!).

40 minutos depois, os “gatos” levantaram o cu da cadeira e cumprimentaram-se. Acabou? Já acabou? Foi para isto que estiveram um ano a trabalhar? Só isto? Agora talvez se perceba a mensagem subliminar dos outdoors publicitários nas paragens de autocarros do país. Os cartazes, dispondo os quatro gatos como presidiários, escrevem: “Procuram-se!”. Muita gente foi à procura e não encontrou. Estes presidiários continuam demasiado… presos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O Pernil


A maioria das verdades universais deste mundo não vem escrita nos livros, terá de ser descoberta nos pormenores da vida vivida, preferivelmente durante uma saída à noite. Uma das verdade mais incontestáveis assegura: “Quanto maior for a qualidade da aparelhagem de som de um automóvel pior será o gosto musical do respectivo condutor”.

Outra evidência: “Uma festa de aniversário da revista Time Out não será nunca melhor que uma festa de aniversário da discoteca Lux apenas por nela servirem sushi em vez de bifanas de pernil de porco”. Principalmente se o sushi só for servido a alguns (os VIP) e o pernil for servido a todos (no Lux, todos somos VIP, incluíndo o pernil).

À partida desconfio de festas para as quais eu tenha sido convidado (a começar pelo meu funeral). Por isso, torço o nariz aos aniversários do Lux e por natureza nunca desconfiaria das festas da Time Out (não fui convidado para o 1º aniversário mas consegui entrar na zona VIP). Ora, está na altura de corrigir os preconceitos: a festa do 10º aniversário do Lux foi muito melhor.

Na noite de 2ª feira, alguém comentava com graça que, se rebentasse uma bomba na festa do Lux, a cidade deixava de ter gays. Tenho a certeza que, se tivesse rebentado uma bomba na festa da Time Out, na 6ª feira passada, no Príncipe Real, a cidade teria deixado de ter homens de calças pinçadas caqui com camisas de riscas verticais azuis-claras e jornalistas com óculos de massa.

É inacreditável que, apesar dos compadrios segregacionistas da festa da Time Out (os convidados ou eram VIP, com oferta de sushi e palito, ou apenas arraia-miúda, com cerveja a 4 euros e palito trazido de casa), ninguém tenha pensado em separar os convidados por guarda-roupa: foleiros para a direita, coquetes para a esquerda, alternativos ao centro.

Tal como na Time Out, a festa do 10º aniversário do Lux também não exigiu dresscode. Resultado? Abismal. A maioria dos convidados veio como se tivesse saído do trabalho ou de casa (e alguns deles como se tivessem saído da cama). Uma amiga galante dizia-me: “Não se pode dar liberdade a estas pessoas”. Tem razão: a ausência de dresscode denuncia os limites da imaginação estética dos portugueses, devolve-nos às tribos de origem.

Por outro lado, a ausência de regras no Lux tornou a festa libertadora, descomprometida e feliz. No Lux, a ausência assertiva de dresscode é um código em si, e sugere que as pessoas se possam “despir”. Na Time Out, o dresscode é um pormenor sem significância, e a sua ausência tende a resvalar para o overdressed (apesar da noite quente, havia rapazitos a estrear pulovers). Talvez a Time Out um dia descubra que Deus está nos pormenores. Para já, o Lux sabe que os pormenores estão numa bifana com pernil de porco a meio de uma noite de início de semana. E isso é divinal.

(Crónica do Jornal Metro de 3 de Outubro de 2008)

O Debate dos Vice-Presidentes!

Qual Benfica, qual carapuça! São quase duas da manhã e a SIC Notícias prepara os seus comentadores universais para o debate entre os vice-presidentes escolhidos pelos candidatos à Casa Branca: Joe Biden pelo lado de Barack Obama contra Sarah Palin, a polémica governadora do Alasca, de John McCain. Do lado de cá, em directo e em cima do acontecimento, os analistas globais Martim Cabral e Nuno Rogeiro garantem as dobragens pela SIC Notícias. Quem fará de Sarah Palin? O Rogeiro é melhor no falsete...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Multibanco: o facelift


Com "apenas" vinte e tal anos de vida, o Multibanco decide fazer o seu primeiro facelift. Em vez daquele boneco idiota que nos sorria cada vez que o nosso saldo se apresentava em défice, a partir de hoje passamos a ter um boneco azul sobre fundo negro, uma espécie de petit-four gótico vestido com a camisola do Inter de Milão (logo que possa, publico uma imagem do boneco). Claro que o conteúdo do multibanco se mantém igual: o saldo dos portugueses não lhes permite efectuar esta ou qualquer outra operação.


Quem és tu Zé Carlos?


Contagem decrescente para o regresso dos Gato Fedorento à tradicional programação televisiva, a tal que habitualmente intervala com a publicidade (onde, como se sabe, e desde o relançamento da Meo, os gatos são omnipresentes).

Nunca fui incondicional dos Gatos e, por isso, no próximo domingo na SIC, irei apenas ver a nova série à condição (ou para que a minha apreciação posterior neste blog possa mais tarde vir a ser citada pelos jornais de renome, de maneira a eu conseguir também garantir intervalos para publicidade ao meo, perdão, ao meu blog).

De qualquer forma, e apesar da campanha massiva da nova série em várias "plataformas", incluíndo imprensa, rádio, outdoors ou web 2.0 (desde Hi5 ao messenger), o destaque dado pela homepage da casa-mãe, a SIC, é incrivelmente tímido (para não dizer mal-cheiroso). Por isso, deixo aqui o link directo, em directo para a palhaçada!

http://sic.aeiou.pt/online/entretenimento/gatofedorento

2001: Odisseia no Espaço

A partir de hoje, e através deste link (http://www.google.com/search2001.html), será possível recuperar a homepage original do Google de... 2001. Ou seja, tudo o que tenham sido actualizações desde Janeiro 2001 - tanto o 11 de Setembro como o Cristiano Ronaldo - ficaram de fora. Façam a experiência com pesquisa nos temas mais badalados dos últimos tempos e acabam a apanhar bonés.

José Mourinho 2001? "Prepara a viagem do Benfica aos Barreiros no Funchal". Barack Obama 2001? Apenas um perfil como simples senador. You Tube ou My Space 2001? Ainda não existiam. Soraia Chaves 2001? Remete para uma página da Terràvista que, evidentemente, já não existe. É natural, metade do mundo de 2001 já não existe hoje.

http://www.google.com/search2001.html